Natal dos Pobres

Quando a mulher adormeceu
Naquela noite de Natal,
O homem foi, pé ante pé,
pôr um sapato (dela, não seu)
com um embrulho de jornal
na lareira da chaminé.
Um casal pobre… um ano mau…
Era um pedaço de bacalhau.
Ora alta noite, pela janela,
com fome e frio, entrou um gato
que, no escuro, cheirando aquela
comida boa no sapato,
rasgou o embrulho, comeu, comeu
e, quente e farto, adormeceu.
De manhã cedo, ela acordou,
foi à cozinha e viu o gatinho
adormecido no seu sapato.
Voltando ao quarto, feliz, falou
para o seu homem : - Meu amorzinho,
como soubeste que eu queria um gato ?
Leonel Neves in “O menino e as estrelas”

5 comments:
que lindo conto de Natal, absolutamente enternecedor, obrigada por no-lo dares a conhecer.Um abraço e perdoa as minhas ausências.
k bonito. Adoro contos. Obrigada. bjs e ;)
Que doçura! Surpresas de um Pai Natal que não dorme!
Beijos para ti.
Lindo este poema!
Andava à procura da magia e pureza do Natal. Achei e os meus alunos vão adorar.
Enviar um comentário
<< Home