Maky

Também houve uma presença felina...
Final de tarde de Setembro, ao rolar numa das rotundas mais movimentadas da cidade.
Um carro que se desvia para a esquerda outro para a direita, perante tal bailado apurei os sentidos e encaro com um bichano no meio da estrada.
O automóvel deslocou-se lentamente, como uma manta protectora, e protegeu a indefesa criatura.
Sai fora e olhei em volta, ajoelhado procurei debaixo do carro. Nada.
De repente, uma voz gritou-me : - Em cima da roda traseira !
Foi aí o seu refúgio, em cima do pneu da roda de trás.
No meio daquele mundo de buzinas e alguns impropérios, estava eu e um gatinho que me parecia menor que o tamanho da minha própria mão.
Não era um lugar seguro para estar parado. Na verdade o risco foi grande naquela hora de ponta.
- Gatito, vais ter que ir na mala ! Segura-te bem !
O seu estado físico era muito fraco.
No segundo dia, entendi levá-lo á clinica veterinária.
Foi avaliado, estava saudável, no entanto demasiado enfraquecido.
Tomou o nome de Maky.
A partir daí, passou a ser companheiro da Bonnie, com as devidas distâncias. Um animal com cerca de 30 kgs não podia propriamente brincar com outro que nem a 1 kg chegava.
Cresceu a olhos vistos. Foi cuidadosamente tratado.
Um dia, saiu pelo jardim até á rua. Encontrou um cão, que o maltratou muito.
Terá pensado :
- Então tu tratas-me mal ? Não brincas comigo ? Ao menos a Bonnie, é gigante e não me faz mal.
Felizmente alguns vizinhos que nessa altura estavam pela rua, impediram o pior.
Ainda esteve um mês em casa.
Até que um dia, foi capaz de saltar o muro, e nunca mais voltou.
Estará numa casa onde alguém o acarinha do mesmo modo que aqui foi recebido.
É no que acreditamos.
Pelo sim e pelo não, os seus pertences estão no mesmo sítio.
A partir daí, passou a ser companheiro da Bonnie, com as devidas distâncias. Um animal com cerca de 30 kgs não podia propriamente brincar com outro que nem a 1 kg chegava.
Cresceu a olhos vistos. Foi cuidadosamente tratado.
Um dia, saiu pelo jardim até á rua. Encontrou um cão, que o maltratou muito.
Terá pensado :
- Então tu tratas-me mal ? Não brincas comigo ? Ao menos a Bonnie, é gigante e não me faz mal.
Felizmente alguns vizinhos que nessa altura estavam pela rua, impediram o pior.
Ainda esteve um mês em casa.
Até que um dia, foi capaz de saltar o muro, e nunca mais voltou.
Estará numa casa onde alguém o acarinha do mesmo modo que aqui foi recebido.
É no que acreditamos.
Pelo sim e pelo não, os seus pertences estão no mesmo sítio.

9 comments:
História triste e tão terna a do Maky.
Um abraço
teve sorte a bichana, quando te encontrou. é curioso, a minha filha trouxe um gato para casa no sábado, que encontrou à porta. mas a confusão foi tanta com os 2 cães, que tivemos que o ir pôr no veterinário da zona, esperando que o dono apareça, já que tinha coleira e aspecto de muito bem tratado.
Gostei de ler sobre a Bonnie e o Maky. Adoro animais, dão-nos muitas vezes lições de vida.:)
Um abraço.
Custa quando eles se vão embora, mas... eles ainda têm esse dom, o da liberdade, e só temos é de respeitar essa sua maravilhosa condição.
Um abraço
Não preciso dizer que me encantou esta tua história, pois não? E o pormenor dos pertences guardados enterneceu-me pelo carinho e sensibilidade que o gesto revela. Quem sabe o Maky não volta, um dia? Mas mesmo que não volte, nunca se esquecerá de quem o salvou e acolheu com tanto afecto.
Um beijinho doce de quem gosta muito de gatos (e cães) :)*
Gostei da história e ainda mais de saber que tens um coração sensível. Que pena o Maky ter ido embora. Esperemos que esteja bem. Talvez optasse pela liberdade ou ,simplesmente, mudasse de dono.
Eu gosto muito de animais. São bons companheiros.
Um abraço
Que delícia esse gatinho!!!
;-)
Muitas vezes ela abre a porta a medo... não vá fugir-lhe para a rua, a malandra. Depois recorda-se que não vale a pena ter medo e corta-lhe o coração ao meio...
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