sábado, outubro 21, 2006

O Fiel Amigo ...


O fiel amigo ...
É assim, desde o século XVI – na época dos Descobrimentos, que o tratamos. Muito se tem dito e escrito sobre ele, e apesar desta secular relação, não fomos os primeiros a encontrar as suas delícias.
O “Gadus morhua” foi descoberto pelos “vikings”, que o secavam ao ar livre, sem sal – que era coisa que desconheciam. Os Bascos, com grande abundância de sal no seu território, iniciaram a secagem ao ar livre depois de salgado, por volta do ano 1000.
Nos dias de hoje, avalia-se a sua longevidade enquanto ser vivo. Diz-se que será mesmo uma espécie em riscos de extinção.


O bacalhau – O fiel amigo, é parte destacada na nossa alimentação. E se dizem existir mais de cem formas de o cozinhar, uma característica é comum em todas elas. O peixe tem que ser seco e salgado. A partir daí gostamos dele de qualquer maneira, seja cru, frito, cozido, assado nas brasas ou no forno.
Sendo fresco, é um belo peixe, de carne firme e brancura imaculada, ideal para confeccionar e montar belos pratos de cozinha, mas com um sabor pouco definido e desinteressante.
Somos nós, os portugueses, os maiores consumidores mundiais de um peixe seco e salgado, que mais parece uma tábua, mas donde se aproveita tudo, da cabeça ao rabo – as tripas, o bucho, as ovas, a língua, as caras e o fígado (o óleo que nos fazia agoniar na infância !).
É um produto do mar que pelo seu aproveitamento está como o porco nos produtos da terra.
É por esta paixão, que nos cumprimentamos “estendendo um bacalhau” ou “damos uma bacalhuzada”, embora tenham havido tempos em que muitos o depreciaram e consideraram alimento de gente pobre, onde os preconceitos eram maiores que o bom gosto, e alguns diziam “para quem é, bacalhau basta”.
Vem tudo isto em consequência de uma leitura que me tranquilizou :
- Estamos salvos de bacalhau em viveiro ! Produzido dessa forma, apenas tem condições para ser consumido fresco, não sendo possível o salgamento e secagem.

Assim, teremos ainda ( e enquanto existir ) o FIEL AMIGO á espera de uma qualquer preparação, de preferência acompanhado por um produto igualmente rico no nosso país e na nossa gastronomia – o azeite.




8 comments:

Blogger Era uma vez um Girassol said...

Hoje sou a primeira, com todo o gosto!
Porque gosto de bacalhau de quase todas as maneiras menos cozido...!
Raro, não é?
Muito interessante este texto, dando-nos imensa informação acerca do fiel amigo, que nos tem acompanhado desse modo ao longo da nossa vida...
Sempre com muito humor!
E por isso, meu amigo Luís:
"Venha cá esse bacalhau"!!!!!
Bom fim de semana
Bjs

sábado, outubro 21, 2006 3:48:00 p.m.  
Blogger Maria said...

Fiquei a saber mais umas coisas sobre o fiel amigo. E mais tranquilizada tb por saber q vou poder continuar a contar com ele à minha mesa. Porque de bacalhau, eu gosto de todas as 100 maneiras.
Beijos para ti amigo. Espero q esteja tudo bem contigo.

sábado, outubro 21, 2006 10:01:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Interessante este texto sobre o fiel amigo!! Beijos.

segunda-feira, outubro 23, 2006 12:03:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

De bacalhau já gostei mais!
Mas do texto, gostei muito.
Beijinhos

segunda-feira, outubro 23, 2006 6:00:00 p.m.  
Blogger Isa Maria said...

assado na braza com batatinahs a muro, é para mim, um petisco.

terça-feira, outubro 24, 2006 7:01:00 p.m.  
Blogger Lúcia said...

tirando o bacalhau cozido, gosto das mil e uma maneiras de cozinhar (ou não) o bacalhau.
faz parte da nossa cultura gastronómica, pena estar tão caro.

vamos aproveitando enquanto há.

bjos

quinta-feira, outubro 26, 2006 12:57:00 p.m.  
Blogger Matisfolle said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

sábado, outubro 28, 2006 1:26:00 a.m.  
Blogger Matisfolle said...

Heliasta je visiter
Et je rester un peu à lire
Faltou courage pour écriver
Parce que je m´admire

Tout est trés certigne
Fait avec trés cuidadô
Est un jolie cantigne
Et je retournerai amiudadô.

Ahhh, j´aime bacalhau ... même cru.
Mais ... ce que tu à ecrit en " 19 ans " me lesser completement sans apetit de tant tendresse.
Merci.
Je marche.

sábado, outubro 28, 2006 1:28:00 a.m.  

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