O Fiel Amigo ...

É assim, desde o século XVI – na época dos Descobrimentos, que o tratamos. Muito se tem dito e escrito sobre ele, e apesar desta secular relação, não fomos os primeiros a encontrar as suas delícias.
O “Gadus morhua” foi descoberto pelos “vikings”, que o secavam ao ar livre, sem sal – que era coisa que desconheciam. Os Bascos, com grande abundância de sal no seu território, iniciaram a secagem ao ar livre depois de salgado, por volta do ano 1000.
Nos dias de hoje, avalia-se a sua longevidade enquanto ser vivo. Diz-se que será mesmo uma espécie em riscos de extinção.
O bacalhau – O fiel amigo, é parte destacada na nossa alimentação. E se dizem existir mais de cem formas de o cozinhar, uma característica é comum em todas elas. O peixe tem que ser seco e salgado. A partir daí gostamos dele de qualquer maneira, seja cru, frito, cozido, assado nas brasas ou no forno.
Sendo fresco, é um belo peixe, de carne firme e brancura imaculada, ideal para confeccionar e montar belos pratos de cozinha, mas com um sabor pouco definido e desinteressante.
Somos nós, os portugueses, os maiores consumidores mundiais de um peixe seco e salgado, que mais parece uma tábua, mas donde se aproveita tudo, da cabeça ao rabo – as tripas, o bucho, as ovas, a língua, as caras e o fígado (o óleo que nos fazia agoniar na infância !).
É um produto do mar que pelo seu aproveitamento está como o porco nos produtos da terra.
É por esta paixão, que nos cumprimentamos “estendendo um bacalhau” ou “damos uma bacalhuzada”, embora tenham havido tempos em que muitos o depreciaram e consideraram alimento de gente pobre, onde os preconceitos eram maiores que o bom gosto, e alguns diziam “para quem é, bacalhau basta”.
Vem tudo isto em consequência de uma leitura que me tranquilizou :
- Estamos salvos de bacalhau em viveiro ! Produzido dessa forma, apenas tem condições para ser consumido fresco, não sendo possível o salgamento e secagem.
Assim, teremos ainda ( e enquanto existir ) o FIEL AMIGO á espera de uma qualquer preparação, de preferência acompanhado por um produto igualmente rico no nosso país e na nossa gastronomia – o azeite.



8 comments:
Hoje sou a primeira, com todo o gosto!
Porque gosto de bacalhau de quase todas as maneiras menos cozido...!
Raro, não é?
Muito interessante este texto, dando-nos imensa informação acerca do fiel amigo, que nos tem acompanhado desse modo ao longo da nossa vida...
Sempre com muito humor!
E por isso, meu amigo Luís:
"Venha cá esse bacalhau"!!!!!
Bom fim de semana
Bjs
Fiquei a saber mais umas coisas sobre o fiel amigo. E mais tranquilizada tb por saber q vou poder continuar a contar com ele à minha mesa. Porque de bacalhau, eu gosto de todas as 100 maneiras.
Beijos para ti amigo. Espero q esteja tudo bem contigo.
Interessante este texto sobre o fiel amigo!! Beijos.
De bacalhau já gostei mais!
Mas do texto, gostei muito.
Beijinhos
assado na braza com batatinahs a muro, é para mim, um petisco.
tirando o bacalhau cozido, gosto das mil e uma maneiras de cozinhar (ou não) o bacalhau.
faz parte da nossa cultura gastronómica, pena estar tão caro.
vamos aproveitando enquanto há.
bjos
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Heliasta je visiter
Et je rester un peu à lire
Faltou courage pour écriver
Parce que je m´admire
Tout est trés certigne
Fait avec trés cuidadô
Est un jolie cantigne
Et je retournerai amiudadô.
Ahhh, j´aime bacalhau ... même cru.
Mais ... ce que tu à ecrit en " 19 ans " me lesser completement sans apetit de tant tendresse.
Merci.
Je marche.
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