Aos olhos ...


Foram se conhecendo um ao outro, cada dia uma nova descoberta. E não apenas conversaram. Juntos, ele correndo pelo chão de verde grama, ela voando pelo azul do céu, vagabundearam por todo o parque, encontraram recantos deliciosos, descobriram novas nuances de cor nas flores, variações na doçura da brisa, e uma alegria que talvez estivesse mais dentro deles que mesmo nas coisas em derredor. Ou bem a alegria estava presente em todas as coisas e eles não a viam antes. Porque - eu vos digo - temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado do coração de cada um.
(O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá - Jorge Amado - pág 71)

8 comments:
acabei de ler este livro que o marido me ofereceu a 12 de Agosto. lindo mesmo.
É certo. Bonito excerto de Jorge Amado, dum livro que ainda não li. Beijos.
Ainda não li este livro, mas já me chamaram a atenção para ele.
"... temos olhos de ver e olhos de não ver ..." - lindo.
Estás bem? Férias?
Beijos, amigo
Olhos de ver... que lindo. Um beijinho para ti, Luís!
ola luis. venho da ranhete.
belo texto de jorge amado, o homem que falava tao bem dos sentimentos humanos na sua vasta obra,denunciando simultaneamente os podres de uma sociedade que se queria mostrar perfeita.
chavão, chavão, eu sei... quase todas as culturas são assim.
abraço da leonoreta
"temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado do coração de cada um."
Que emoção...
Jorge Amado, saudade! Não li esse .
Bjs
Tudo dependo do estado do coração.
Beijinhos
tenho esse livro e adorei, como aliás quase tudo o que o Jorge escreveu.
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