Por uma fábula...
"A vazia sandália de S. Francisco " A gratidão da macieira e a amnésia do gato
nunca pautaram o curso dos meus dias.
«Fiquem onde estão!»
foi a minha ordem para a macieira e para o gato,
ainda bem exteriores ao meu fraco por eles.
Salvei-os (e salvei-me!) de uma fábula
cuja moral necessariamente devia ser eu, o parlante
amigo de macieiras e conhecido de gatos.
Dá um certo desconforto malbaratar assim amigos
em dois reinos da natureza.
Mas também dá liberdade.
Há uma gente que desponta do outro lado do vale.
Está a correr para cá.
São os meus semelhantes.
Com eles vou desentender-me (mais que certo!),
mas a ideia que deles faço
é ainda um laço.
Repousem em paz as macieiras e os gatos.
Alexandre O'Neill
Os meus - os nossos semelhantes... tantas vezes em desentendimento. Será mesmo, mais que certo ?Amigos no mesmo reino da natureza. Em liberdade ?
O tempo de destruir o laço, dessamarar as diferenças. Dar oportunidade a todos, ser solidário.

3 comments:
Esse gatinho é uma delícia, mas agora tenho uma gatinha preta ... toda preta ... de olhos verdes, que faz os meus dias mais bonitos. Para quem nunca quis animais em casa, estou a revelar-me! Espero q esteja tudo bem contigo. Eu passeio pouco agora por aqui. Ando com mais trabalho e não dá para tudo. Tb perdi os meus links todos e tenho q aos poucos, repô-los. Mas ando com uma preguiça ...
Um beijo e um bom fim de semana
Lindíssimo poema!! Beijos.
Lindo, este poema de O'Neil.
Gostei da conclusão ou apelo, ser solidário...em liberdade.
Agradeço o comentário gracioso deixado no girassol que me fêz rir e também a paciëncia para ler e ver os imensos posts...
Um abraço, vizinho Luis!
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