domingo, março 19, 2006

Ser Pai


Neste barco da vida, agrada-me ser pai.
A cada dia que passa, mantenho um desejo. Saber ser e saber dar.
Não importa procurar dar o melhor. Mais importante é ter a sabedoria suficiente para compreender até onde e como, posso estender a mão de pai.
Não é algo que se atinga de um momento para o outro, ao contrário daquilo que nos dias de hoje tão convenientemente é aceite. A sociedade deixa-se levar numa onda, em que se julga ser possível comprar tudo. Ali ao virar da esquina.
Até os afectos...
É por isso que me sinto bem assim, vivendo a aprendendo sem facilidades.
Dar-lhes o amor, sabendo que não posso dar os meus pensamentos porque eles já têm os seus.
Acolher os seus corpos mas não as almas, porque elas já habitam um futuro que não poderei visitar nem em sonhos.
Fazer um esforço para ser como eles, mas não tentar fazê-los como eu. Porque a Vida não anda para trás, nem se detem no Presente.
Neste barco em que vivo ... com eles, João e Ana.

20 comments:

Blogger Su said...

belas palavras. gostei de ler.te
um bom dia para ti

jocas maradas

domingo, março 19, 2006 6:20:00 p.m.  
Blogger Alien David Sousa said...

Gostei muito do teu texto. Pelo menos bom senso posso comprovar que tens.
Fica bem

segunda-feira, março 20, 2006 12:59:00 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Ser Pai é isso. Afecto. Dar tudo aquilo que não é comprável. Beijos.

segunda-feira, março 20, 2006 10:43:00 a.m.  
Blogger Anna^ said...

Gostei de ler neste dia do Pai,uma homenagem aos filhos também. :)


bjokas e uma boa semana ":o)

segunda-feira, março 20, 2006 10:51:00 a.m.  
Blogger Lúcia said...

gostei das tuas palavras. estar presente e ser sensato...
parabéns pelos teus filhotes.

segunda-feira, março 20, 2006 2:06:00 p.m.  
Blogger Joanissima said...

Ser pai é um privilégio...
Obrigada pela tua partilha... Beijos às tuas crias, João e Ana...
Que idade têm?
Se calhar já brincaram com a minha filha algures no parque verde (ou no restaurante italiano ali à beira)...

segunda-feira, março 20, 2006 5:14:00 p.m.  
Blogger Maria said...

Gostei tanto do que li amigo! Um texto que mostra bem o que entendes por "ser pai", e q quanto a mim é a postura certa. Para as minhas filhas tentei sempre ser a mãe e a amiga, a educadora e a companheira. Acho q se voltasse atrás faria da mesma maneira. Acho q elas só beneficiaram desta forma de educar. Ainda hoje, q já caminham mais ou menos por si próprias, há uma grande amizade e um grande respeito entre nós.
Desculpa a confissão :-)
Já alguma vez te disse que gosto muito dos teus comentários no meu cantinho?
Beijos amigo.

segunda-feira, março 20, 2006 7:21:00 p.m.  
Blogger ivamarle said...

deve ser um sentimento muito grato...segundo conta a minha mãe, o meu pai também gostava de o ser, e no entanto só o conseguiu durante 10 anos, entre internamentos, ia vendo as sua 4 filhas a crescer e ele, a amá-las ao longe...deve ser muito duro. Eu não quis filhos, ia morrer de desgosto se não conseguisse dar-lhes "tudo" (e não é no sentido material) o que não tive, e mesmo algumas coisas que tive...

segunda-feira, março 20, 2006 9:34:00 p.m.  
Blogger reverse said...

"Saber ser e saber dar". Nem todos se podem gabar de o saber.
Obrigada pelas visitas. Vim retribuir e ler-te.
Bjs.

segunda-feira, março 20, 2006 10:18:00 p.m.  
Blogger Isa Maria said...

Por este mundo dos blogs, já li muitas homenagens aos pais, mas esta vivência de ser pai, é a primeira e está replena de sentimentos nobres. Parabéns pai!

terça-feira, março 21, 2006 8:29:00 a.m.  
Blogger Misty said...

Vim deixar um beijinho e dar-te os parabéns pela tua sensibilidade!

Fica bem!

terça-feira, março 21, 2006 8:49:00 a.m.  
Blogger saltapocinhas said...

Pelo que "conheço" de ti, deves ser um excelente pai! Parabéns! E os pais costumam ter também os filhos que merecem!

quarta-feira, março 22, 2006 12:52:00 a.m.  
Blogger greentea said...

gostei.
Porque li há anos um livro "O Amor Incerto" de Elizabeth Badinter.

Fala , no caso, das relações mães-filhas. Nessa época , eu não tinha filha nenhuma.
Depois, qd pela 1ª vez vi a minha filha ao meu lado a dormir sorrindo, perguntei-me :
E agora?

O amor constrói-se a partir daí, todos os dias, sempre.
O pai pensou como eu. E assim temos agido , desde aí.


Um beijo para ti

quarta-feira, março 22, 2006 11:12:00 a.m.  
Blogger Raquel Vasconcelos said...

"Dar-lhes o amor, sabendo que não posso dar os meus pensamentos porque eles já têm os seus.
Acolher os seus corpos mas não as almas, porque elas já habitam um futuro que não poderei visitar nem em sonhos."


Belíssimo! É muito difícil esta forma de encarar a vida. A maior parte dos pais deseja desesperadamente manter o cordão umbilical, fisicamente intacto. Quando os pais deveriam saber que cada ser humano segue o seu caminho, não se perdendo de quem o ama... mas construindo o resto do edifício, que é a sua vida, por mãos próprias...

:) Beijo

quarta-feira, março 22, 2006 3:55:00 p.m.  
Blogger Menina Marota said...

PARABÉNS!! Um dos melhores textos que li, nos últimos tempos!

Como filha que fui, como Mãe que sou, é um privilégio ler estas palavras.
Um abraço e boa semana :)

quarta-feira, março 22, 2006 6:55:00 p.m.  
Blogger Poesia Portuguesa said...

Um verdadeiro poema, este texto.

Grata pela partilha.

Um abraço ;)

quarta-feira, março 22, 2006 6:57:00 p.m.  
Blogger Madalena said...

Também gostei de ler este depoimento de PAI. Um beijinho.

quarta-feira, março 22, 2006 8:21:00 p.m.  
Blogger margusta said...

Luís Manuel,
...adorei o teu texto...és um pai com P grande...Parabéns!!!

quarta-feira, março 22, 2006 11:25:00 p.m.  
Blogger Concha Pelayo/ AICA (de la Asociación Internacional de Críticos de Arte) said...

Me ha gustado mucho lo que escribes. Demuestras una gran sensibilidad. Gracias por venir a mis blogs.

quarta-feira, março 22, 2006 11:36:00 p.m.  
Blogger Maria said...

Vim deixar-te um beijo de bom fim de semana.

sexta-feira, março 24, 2006 7:34:00 p.m.  

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