domingo, junho 04, 2006

Reencontro...


Continua no mesmo sitio...
Foi durante muito tempo, uma segunda casa. Hoje, reunidos em amizade pela 27ª vez, trocámos abraços, beijos. Contámos vidas e sonhos, alegrias e algumas tristezas. Há !! E saudades... daquelas e daqueles que gostariamos de olhar, e dos dias em que juntos caminhámos no processo de aprendizagem do nosso curso.
Reecontro com uma juventude que teve o seu tempo, mas com a qual convém comprometermo-nos... sempre. Contrariando assim o risco de cairmos numa terceira idade precoce, já que os anos vão contando mas o espírito e os sonhos alimentam muito a vida.

E continuando o prazer de falar de sonhos e de histórias de amor, transcrevo mais umas linhas daquela bela história lembrada na publicação anterior ( O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado ) , entretanto completamente lida :

"A Manhã vem, chegando devagar, sonolenta; três quartos de hora de atraso, funcionária relapsa. Demora-se entre as nuvens, preguiçosa, abre a custos os olhos sobre o campo, ai que vontade de dormir sem despertador, dormir até não ter mais sono ! ..."

"... Obrigada a acordar cedíssimo para apagar as estrelas que a Noite acende com medo do escuro. A Noite é uma apavorada, tem horror às trevas.

Com um beijo, a Manhã apaga cada estrela enquanto prossegue a caminhada em direcção ao horizonte. Semi-adormecida, bocejando, acontece-lhe esquecer algumas sem apagar. ..."

A manhã trouxe novos dias. E nalguns houve mesmo a oportunidade de descansar, retemperar forças. Daí o interregno, a pausa (mais uma ... ) pois novos actos se representam, e não há lugar para atrasos ou preguiça. Mantém-se apesar disso a primazia por outras "cousas" ou causas conforme o caso, já que a vida não pode ser apenas preenchida ao sabor de compromissos exclusivamente pessoais. Diria : "ainda que deles dependa o sustento económico"... no entanto, bem sei o quanto isso pode representar para muitas e muitos, contrariando assim muitas vontades.

(uma parte deste texto foi escrita realmente a dia 3, o restante apenas hoje)



4 comments:

Blogger Leonor C.. said...

É muito bom recordar os velhos tempos da nossa mocidade. Rever os amigos, falar de nós, rir e às vezes reprimir uma lágrima de saudade.
Já li um pouco do "Gato Malhado e a Andorinha Sinhá". Que maravilha! Tenciono comprá-lo pois está escrito duma forma que nos entra no coração.
Conheces "Rosinha, minha canoa" de José Mauro de Vasconcelos? É lindo também.

Bjs.

terça-feira, junho 06, 2006 1:38:00 p.m.  
Blogger Isa Maria said...

faz saudades estes tempos de estudante. Perdi o rasto amuitos colegas e hoje tenho pena.
Não li a história, por agora. Virei aqui outra altura.

terça-feira, junho 06, 2006 3:25:00 p.m.  
Blogger Lúcia said...

xi, como está velhota.
eu andei na outra banda do rio e já não me lembro de lá ir. tanto tempo passou...

quarta-feira, junho 07, 2006 12:23:00 a.m.  
Blogger ivamarle said...

ai que saudades da Brotero e dos meus tempos de estudante...odiei ter de mudar de Escola no 9º ano, por não haver Estudos Humanisticos aqui, ter de rumar para o D. Duarte, foi o começo do desinteresse, nada chegava aos calcanhares dos Professores da Brotero, todos excelentes profissionais.

domingo, junho 11, 2006 9:13:00 p.m.  

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