A pimenta ... e o sal

A música continua a ser a pimenta... O sal o tempo e os prazos - não seja ele (o sal) um elemento muito ingrato ou maligno para a nossa saúde !
Da prateleira foi recolhido este exemplar - de entre os mais preciosos, pelos compositores, pela evocação, pela edição. E toca aqui mesmo ao lado apimentando o bater das teclas, ou o dedilhar pelos documentos.
Do livro sai esta anedota contada pelo cronista Fernão Lopes de Castanheda, ao tempo dos nossos descobridores :
"(...) Esses campónios não sabiam distinguir bombordo de estibordo ao largarem do Tejo, e só conseguiram quando foi atada uma réstea de cebolas mum dos lados do navio e uma réstea de alhos no outro. Agora - disse João Homem ao piloto -, diz-lhes que virem o leme na direccção das cebolas ou na dos alhos e eles depressa compreenderão (...) "
E não é que assim se fizeram ao mar e dobraram o Bojador...!? e eu aqui a "queixar-me" com toda esta tecnologia !

5 comments:
nem sempre a tecnologia salva tudo. as coisas simples também fazem falta ao apimentar da vida. se o meu filho, de 12 anos me ouve, revirava já os olhos como a querer dizer: "dahh...."
gosto dessa ideia das cebolas e dos alhos.
mas o bombordo até que era fácil de distinguir: era o lado em que ficava a terra, ao que sei.
Grande album...
Extraordinária Praia das lágrimas...
Um beijo
O disco, tb o tenho. A história, muito bem apanhada. Tão simples, afinal... qual bombordo e estibordo!!!
Beijos para ti amigo
e este também!!
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