A porta do cavalo
Dizer que se usa a Porta do Cavalo, de imediato dá a ideia que se estão a obter benefícios ou vantagens, através de caminhos apenas acessíveis a alguns, ou, portas que se abrem conforme quem lhes “bate”.
Dificilmente acredito que qualquer comum mortal, não as tenha procurado, usado e servido. Fosse para entrar ou para sair - a forma procurada por alguns cobardes, mas também aquela que muitas vezes é apontada para excluir quem já não serve.
Mas adiante…. Não foi para isso que aqui vim, com esta da Porta do Cavalo.
Eu, procurei a Porta do Cavalo.
E devo dizer que a encontrei (mais uma vez…).
A hora já impossível, levaria a desistir. Para mais, tratando-se de um serviço público – símbolo a cor branca de homem-a-cavalo-tocando-corneta-sob-fundo-vermelho.
Enfrentar um desconhecido, a trabalhar “fora de horas” (leia-se fora do horário destinado ao povo) sob chuva intensa, obriga a mostrar-nos para além do que nos vai na cara.
A determinação no objectivo, e a admirável aceitação das primeiras palavras, foram o suficiente.
A educação é pedra chave, mas a humildade (aqui e em todo lugar) é essencial. O pedido é feito. A resposta, duvidosa a início, revela-se positiva. Afinal, tratava-se de algo que obrigava a que mais alguém estivesse de acordo.
E estava.
E estiveram todos.
E eu consegui aquilo que tanto tinha procurado. Um pedaço de papel (embalado a rigor …) em cujo interior pude colocar o que pretendia chegasse ao destinatário.
E não é que, simbolicamente, o homem-a-cavalo-tocando-corneta, pegou nele e o levou ??
Saí pela mesma porta por onde entrei. A porta dos fundos, das traseiras, das saídas fugidias ou entradas escondidas, não importa como lhe queiram chamar.
Foi pela Porta do Cavalo !
E será que também já não abrimos a Porta do Cavalo aos outros ?
Um gesto tão simples.
Um sinal de que não estamos fechados ao próximo.
Vale a pena tentar… e fazer.
Dificilmente acredito que qualquer comum mortal, não as tenha procurado, usado e servido. Fosse para entrar ou para sair - a forma procurada por alguns cobardes, mas também aquela que muitas vezes é apontada para excluir quem já não serve.
Mas adiante…. Não foi para isso que aqui vim, com esta da Porta do Cavalo.
Eu, procurei a Porta do Cavalo.
E devo dizer que a encontrei (mais uma vez…).
A hora já impossível, levaria a desistir. Para mais, tratando-se de um serviço público – símbolo a cor branca de homem-a-cavalo-tocando-corneta-sob-fundo-vermelho.
Enfrentar um desconhecido, a trabalhar “fora de horas” (leia-se fora do horário destinado ao povo) sob chuva intensa, obriga a mostrar-nos para além do que nos vai na cara.
A determinação no objectivo, e a admirável aceitação das primeiras palavras, foram o suficiente.
A educação é pedra chave, mas a humildade (aqui e em todo lugar) é essencial. O pedido é feito. A resposta, duvidosa a início, revela-se positiva. Afinal, tratava-se de algo que obrigava a que mais alguém estivesse de acordo.
E estava.
E estiveram todos.
E eu consegui aquilo que tanto tinha procurado. Um pedaço de papel (embalado a rigor …) em cujo interior pude colocar o que pretendia chegasse ao destinatário.
E não é que, simbolicamente, o homem-a-cavalo-tocando-corneta, pegou nele e o levou ??
Saí pela mesma porta por onde entrei. A porta dos fundos, das traseiras, das saídas fugidias ou entradas escondidas, não importa como lhe queiram chamar.
Foi pela Porta do Cavalo !
E será que também já não abrimos a Porta do Cavalo aos outros ?
Um gesto tão simples.
Um sinal de que não estamos fechados ao próximo.
Vale a pena tentar… e fazer.

5 comments:
Aos outros escancara-se a porta da frente e esperamos que valha a pena.
Bjos.
não há quase nada que um sorriso sincero e humilde não consiga. Tento facilitar na minha vida diária de trabalho, só quando é mesmo impossível é que não consigo abrir a porta.Ainda vai havendo gente simpática e afável por esse mundo fora.Obrigada pelas tuas palavras, bom fim de semana!Um abraço!
Toma – é para ti
Esta primeira rosa
Tem o nome tranquilo
Das coisas que ninguém chama
Dorme de olhos leves e é talvez
O vulto mais puro da ternura
Morre, depois, de ser tão plena
E cai, no último instante, para dentro
De todos os dias que a guardaram.
Victor Matos e Sá
Passei só para te desejar um bom fim de semana, e para te oferecer esta rosa. Um abraço!
a "porta do cavalo" só existe porque há quem a procure (mea culpa). mas muitas vezes recorremos a ela, por mau funcionamento das instituições, porque quem devia trabalhar não o faz como deve ser. por incompetência, por falta de espírito de sacrificio, ou por maldade pura e simples. é verdade que outras vezes não é por estas razões, é devida a burocracias, que em vez de simplificar, só complicam. mas é o que temos e é com isso que vamos vivendo.
Bom fim de semana, Luís.
Obrigado pelos "comments" (tenho que virar isto para o nosso Português).
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